Introdução ao Jornalismo
Cláudia Herte de Moraes







05/08/2007 17:15
Panorama da atividade no Brasil - Introdução ao Jornalismo
06.08.07
Profa. Cláudia Herte de Moraes - CESNORS

Revisando
• Código de ética
• Linguagem jornalística
• Lide
• Pauta
• Funções jornalísticas
• Captação e apuração
• Entrevista e fontes



Descrição da atividade

 Informar ao público
 Iniciar o processo de informação
 Coletar informação
 Registrar informação
 Qualificar informação
 Atualizar as informações
 Comunicar-se
 Demonstrar competências pessoais

 http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=2611

Descrição Jornalistas
Recolhem, redigem, registram através de imagens e de sons, interpretam e organizam informações e notícias a serem difundidas, expondo, analisando e comentando os acontecimentos. Fazem seleção, revisão e preparo definitivo das matérias jornalísticas a serem divulgadas em jornais, revistas, televisão, rádio, internet, assessorias de imprensa e quaisquer outros meios de comunicação com o público.

Profissionais do Jornalismo
2611-05 - Arquivista pesquisador (jornalismo)
2611-10 - Assessor de imprensa
2611-15 - Diretor de redação - Diretor adjunto
2611-20 - Editor - Editor assistente , Editor de área , Editor de arte , Editor de fotografia , Editor de imagem , Editor de rádio , Editor de web , Editor executivo
2611-25 - Jornalista - Assistente de editorial , Colunista , Colunista de jornal , Correspondente de jornal , Correspondente de línguas estrangeiras , Cronista , Diarista-em jornal , Diretor noticiarista , Editorialista , Jornalista exclusive empregador , Jornalista-empregador , Radiojornalista , Roteirista de jornal , Roteirista na imprensa
2611-30 - Produtor de texto
2611-35 - Repórter (exclusive rádio e televisão) - Repórter cinematográfico , Repórter correspondente , Repórter de área , Repórter de web , Repórter especial
2611-40 - Revisor

Descrição – rádio e TV
Apresentam programas de rádio e televisão, ancorando programas, nos quais interpretam o conteúdo da apresentação, noticiam fatos, lêem textos no ar, redigem a notícia, narram eventos esportivos e culturais, tecem comentários sobre os mesmos e fazem a locução de anúncios publicitários; entrevistam pessoas; anunciam programação; preparam conteúdo para apresentação, pautando o texto, checando as informações, adaptando-se aos padrões da emissora e do público – alvo; atuam em rádio, televisão e eventos, bem como em mídias alternativas como cinema e internet.

Locutores, comentaristas e repórteres de rádio e televisão
2617-05 - Âncora de rádio e televisão Apresentador de rádio e televisão
2617-10 - Comentarista de rádio e televisão - Comentarista cultural , Comentarista de esportes , Comentarista de jornal , Comentarista de moda , Comentarista econômico , Comentarista político
2617-15 - Locutor de rádio e televisão - Comunicador de rádio e televisão , Disc-jockey (rádio) , Locutor de chamadas (promocionais e institucionais) , Locutor de notícias , Locutor de telejornal , Locutor esportivo , Locutor noticiarista , Locutor-operador
2617-20 - Locutor publicitário de rádio e televisão - Locutor anunciador , Locutor comercial
2617-25 - Narrador em programas de rádio e televisão -Narrador esportivo
2617-30 - Repórter de rádio e televisão - Rádio repórter , Repórter de rádio , Repórter de televisão

Competências pessoais

 Dominar a língua portuguesa
 Manter-se bem informado
 Possuir espírito de equipe
 Manter postura ética
 Admitir opiniões divergentes
 Exercitar a criatividade
 Possuir sensibilidade social
 Cultivar a capacidade de observação
 Cultivar a curiosidade
 Exercer o senso crítico
 Desenvolver capacidade de organização
 Desenvolver capacidade de improvisação
 Manter imparcialidade ao informar
 Conhecer informática
 Comunicar-se em outro idioma
 Seguir o código de ética dos jornalistas


Norma Regulamentadora:
 Decreto-Lei nº 972, de 17 de outubro de 1969 - Dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista.
 Decreto nº 83.284, de 13 de março de 1979 - Dá nova regulamentação ao decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista, em decorrência das alterações introduzidas pela Lei nº 6.612, de 07 de dezembro de 1978.

OBS: O art.11 do Decreto nº 82.285/78 estabelece que as funções desempenhadas pelos jornalistas, como empregados, serão assim classificadas: redator, noticiarista, repórter, repórter de setor, rádio repórter, arquivista-pesquisador, revisor, ilustrador, repórter fotográfico, repórter cinematográfico e diagramador.

Nova proposta - FENAJ
 “o jornalismo, com suas funções de produção e divulgação de informações, corresponde a uma forma de conhecimento que complementa as funções culturais próprias da ciência e da arte que se centram, respectivamente, no particular e no universal. Portanto, para cumprir sua função social ele deve disponibilizar para a sociedade informação ética, de qualidade e democrática, que atenda ao interesse público. E para tanto, depende de uma formação profissional qualificada.”
Piso salarial: Rio Grande do Sul - Salário Normativo 2006/2007
Capital R$ 1.174,50 - data base: Jun
Interior R$ 955,12 - data base: Jun

RÁDIO
 No Brasil, o rádio cobre 96% do território nacional e alcança 38 milhões de residências (cerca de 90%). Mais 10 milhões de automóveis.
 Um veículo que fica cerca de 18 horas por dia em contato com os ouvintes.
 Chega a lugares muito distantes.
 O rádio ainda é o mais ágil e instantâneo.
 Em 2002, comemorou 80 anos e exercia um poder enorme: 5 mil emissoras comerciais de AM e FM (3 mil pertencentes a políticos)
 Das 2.802 concessões – mais de 30 % são de políticos.

Controle das emissoras: Atualmente, de acordo com um levantamento da Agência Repórter Social, um terço dos senadores e cerca de 10% dos deputados com mandato de 2007 a 2012 controlam emissoras de rádio e televisão. A pesquisa, publicada logo após as eleições de outubro do ano passado, revelou que, dos deputados reeleitos que controlam direta ou indiretamente veículos de comunicação, 12 são integrantes da própria Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informação da Câmara.

Aspectos Regulatórios - www.anatel.gov.br
• Segundo a definição da Lei Geral de Telecomunicações do Brasil, publicada em 1997, Radiodifusão é o serviço de telecomunicações que permite a transmissão de sons (radiodifusão sonora) ou a transmissão de sons e imagens (televisão), destinado ao recebimento direto e livre pelo público.
• Ondas Curtas - é a modulação em amplitude (AM).
• A concessão dos serviços de Radiodifusão OC (AM) deve ser feita após processo licitatório, observadas as disposições legais e regulamentares.
• A utilização deste espaço é administrada pela Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL, conforme definido na Lei Geral de Telecomunicações.
• No chamado Plano Básico de Radiodifusão OC consta a relação de canais aprovados pela ANATEL para todo o país. Atualmente, essas informações estão na Internet: processos em andamento, consultas públicas e todas as leis e normatizações referentes ao setor, incluindo AM, FM, TV, telefonia.
Concessões
Comercial: Depende de canal disponível no Plano de Distribuição de canais, e sua concessão segue normas de licitação pública. Prioridade para governos e IFES, mas aberta a S.A., Ltda, universidades e associações privadas.
Comunitária: Lei 9.612, de 1998. São rádios FM de baixa potência (25 watts) e cobertura restrita a um raio de 1km a partir da antena transmissora. Restrito a associações e fundações comunitárias sem fins lucrativos locais. Programação plural.
Educativa: deve promover a educação básica e superior, a educação permanente e a formação para o trabalho, além de abranger as atividades de divulgação educacional, cultural, pedagógica e de orientação profissional. Destinado a universidades públicas e privadas.

Radio Digital
o Rádio digital: com a sua versão digital, as rádios AM terão a mesma qualidade das atuais FM, transmitindo em estéreo. Por sua vez, as FMs devem oferecer qualidade próxima à dos CDs.
o Rádio On-line (Online): rádio AM ou FM com retransmissão pela internet.
o Webrádio: rádio especialmente produzida para transmissão pela rede.

Características RadioJornalismo
 Características do meio: linguagem oral, alcance, mobilidade, baixo custo, imediatismo, instantaneidade, autonomia.
 Credibilidade - Principal bandeira do radiojornalismo..
 O ouvinte deve ter a informação exata do fato: checar as informações; Interesse público; Isenção (mostrar a realidade); Escolha de fontes (interesses pessoais).

Postura no rádio
• Interação com o ouvinte (reclamações e pedidos)
• Seleção de notícias. Linha editorial (campanhas, apoio)
• Respeito ao ouvinte/ Formador de opinião
• A redundância combatida no texto de TV e também no impresso é uma necessidade no Rádio. O texto precisa ser “memorizado” pelo ouvinte.
• O texto precisa captar a atenção com frases curtas e atraentes.
• A clareza e a persuasão são outras características.


Características específicas
• A missão do rádio é entreter, informar, persuadir. Por isso, além da voz temos a música, os efeitos sonoros e a linguagem específica.
• É preciso ritmo, emoção. A voz é uma marca de cada um e há termos que ganham dimensões personalíssimas.
• Outra característica do rádio é a improvisação.
• Público - Rádio é para todos, até mesmo as pessoas iletradas. O texto deve ser mais simples, claro, objetivo, conciso, fácil de entender.
• A simultaneidade. O rádio é hoje, se possível agora.

A pauta no rádio
o A pauta deve primar pelos fatos próximos dos ouvintes. Retomar os assuntos que os jornais esqueceram.
o Dar voz ao povo, moradores do bairro, pessoal da associação de bairro, trabalhadores etc.
o Dar detalhes que passam as emoções do local, das pessoas envolvidas. O som ambiente é excelente para informar com mais emoção.
o O evento, segundo Marcelo Parada, nunca é a informação mais importante. É apenas o meio para se chegar à notícia. Isto reforça o valor da pesquisa, da apuração feita com seriedade e atenção.
o Notícias de serviço e de utilidade são fundamentais.

Rádio x TV
 A mobilidade de ação e os recursos da nova tecnologia permitem mais agilidade na cobertura do rádio do que da própria televisão. Ele é imediato.
 O bom repórter dá a informação em primeira mão, mas também parte para a pesquisa. Apura os detalhes e faz uma reportagem completa sobre o tema, utilizando técnicas que valorizam a informação, desde a linguagem até a composição sonora.

A notícia - Pirâmide invertida
Síntese noticiosa: Informativo no rádio que deixa o mais importante para o final. Cada nota tem cerca de um minuto. Variam de três a 10 minutos e são apresentadas de hora em hora ou de 30 em 30 minutos. Algumas emissoras usam tempo maior no início e final de turno.

 Manchete – a principal notícia da edição. Depois vem uma de destaque e outras de menor importância.
O radiojornal
 Reúne várias formas informativas (sínteses noticiosas, boletins, comentários, editoriais e seções fixas).
 Vinhetas ou cortinas definem esses espaços.
 Duração maior que das sínteses (meia hora, em média).
 Melhores horários: Entre 6 e 9h da manhã, meio-dia às 14h; 18h às 19h; 22 às 24h.
Padrão de boletim
Resultado do trabalho do repórter. Se possível, ao vivo e do “palco dos acontecimentos”
 Cabeça (Introdução ou lide)
 Ilustração (entrevista que ilustra – sonora)
 Encerramento (Informação complementar e nome do entrevistado)
 Assinatura (local do boletim e nome do repórter)
Manchete e chamada
 Apresentam o conteúdo do boletim
 Manchete pode ser lida pelo próprio repórter na abertura do telejornal
 A chamada traz o nome do repórter e introduz o boletim
Sonoplastia
 Característica: Música que identifica o programa no início e fim de cada bloco e no fim da transmissão.
 Cortina: breve trecho musical para separar partes do programa radiofônico.
 Vinheta: sentido semelhante às duas anteriores, diferença é associação de texto.
 Fundo musical (BG – background) – volume mais baixo que o texto.
TELEVISÃO
 A Televisão é o meio mais importante de entretenimento de informação para milhões de telespectadores brasileiros.
 O telejornalismo é um dos espaços nobres da programação. Ele é um dos principais produtos das emissoras que buscam cativar um público que muitas vezes só sabe das coisas através da telinha
 Meio poderoso e ao mesmo mais concentrador do país.
Entretenimento e informação
 TV Aberta – seis redes nacionais comerciais – Band, Globo, SBT, CNT, Rede TV e Record e uma educativa (26 emissoras no país). A TV é um veículo de massa para grandes audiências.
 As redes fechadas para assinantes com programação especializada buscam público de maior poder aquisitivo. Como as TV a cabo, comercializadas mais fortemente no país nos anos 90.
Natureza do veículo
Na comparação com o rádio, que faz a mediação pela voz e interage com a imaginação, a TV não exige esse tipo de esforço. Essa característica a fez ganhar o título, até mesmo exagerado, de responsável pela passividade do lado do espectador.
A imagem já é construída ao telespectador, o que não impede que a mensagem seja dispersa.
Avanço tecnológico
A evolução da TV com a transmissão-recepção digital, e as possibilidades de interação com o público abrem novos caminhos para o veículo.
Qualquer pessoa pode captar imagens, cada vez mais facilmente, a partir das novas tecnologias.
Repórteres e apresentadores despreparados contribuem para um certo rebaixamento técnico.
O telejornalismo não pode ser apenas “um espetáculo ao vivo”, de olho no IBOPE.

Linguagem

 Clara, objetiva, simples.
 Assim como no rádio, o uso de signos culturais facilmente identificáveis pelo grande público gera a familiaridade do receptor e, portanto, aumentam as chances de a mensagem ser entendida.
 Relação entre imagem e palavra (texto). Não é possível falar apenas o que se está vendo, mas não se deve falar apenas do óbvio.
 O texto deve ser informativo e ao mesmo tempo buscar a emoção.
 Frases curtas facilitam a compreensão.
 Texto coloquial e preciso.
 Ler o texto em voz alta evita falhas.
 Pontuação correta (a vírgula, o ponto final e os dois pontos) dão ritmo.
 Variar o tamanho das frases para evitar o estilo telegráfico.
 O receptor deve acompanhar, compreender e reter a informação.
 Não há como voltar e reler o texto, como no jornal.


Chamar a atenção

Alerta para “ouvinte” desatento:
• Atenção para esta última informação...
• Uma notícia que acaba de chegar...
• Urgente: As agências informam que...

Valoriza a imagem:
• Vamos acompanhar as imagens...
• Vejam agora imagens exclusivas...
• Os detalhes nas imagens em câmera lenta


INTERNET: um novo conceito

 Instantaneidade
Relação TV e jornal (tempo real)
Multimídia: permite envio de texto, som, imagem
Sentido de furo (minutos depois de um site divulgar notícia em primeira mão, outros replicam a informação)

 Segmentação
Relação espaço e tempo, edição de notícias, listas
Públicos específicos e qualificados (jovem, empresário, executivo, autônomo)
Formadores de opinião


 Interatividade
Expectativa, padrão de informação
Organização fala com a e não para a pessoa. Por isso é uma comunicação pessoal

 Custo de produção reduzido (hardware e software, telefone)
 Acesso: 24h, 7 dias, o ano todo
 Receptor ativo = publicidade dirigida


Jornalismo e internet
 A partir da incorporação da internet no nosso cotidiano, novas práticas do jornalismo começam a ser desenvolvidas. Resta aos jornalistas aproveitar os diferenciais desse novo meio de comunicação

Características JOL

 Interatividade: espaço para o leitor.
 Hipertextualidade: uso da pirâmide invertida, blocos curtos de informações e muitos links.
 Multimidialidade/ Convergência: sons, imagem, vídeos, flash, gifs.
 Memória: armazenamento de informações/busca.
 Atualização contínua: assuntos em desenvolvimento.
 Personalização: jornalismo sob medida


Primeira Geração:
 Produtos oferecidos eram reproduções de parte dos jornais impressos, que não passavam de transposição de uma ou duas principais matérias de algumas editorias. Parte do material era atualizado a cada 24 horas, acompanhando o fechamento do jornal impresso.
Segunda Geração:
 Mantêm o atrelamento ao jornal impresso, porém com novas experiências na tentativa de explorar as características específicas oferecidas pela web. Novos ambientes são explorados, com links para camadas de informação, notícias, fatos que acontecem no período entre as edições do impresso. Notícias com hipertexto e uso de e-mail na interação, bem como fóruns de leitores.
Terceira Geração:
 Iniciativas empresariais e editoriais destinadas exclusivamente à internet.
Extrapolam a simples idéia de serem uma versão do impresso e passam a usar recursos multimídia, como som e animações, que enriquecem a narrativa jornalística. Ampliam-se, também, as possibilidades de interatividade; as configurações do produto com base nos interesses pessoais de cada leitor; emprego freqüente do hipertexto; e, atualização contínua do webjornal, em suas diferentes seções.
Quarta Geração:
 “Jornalismo Digital de quarta geração consolidaria a utilização de bancos de dados complexos (relacionais, voltados a objetos) através da utilização de ferramentas automatizadas e diferenciadas (sistemas para a apuração, a edição e a veiculação das informações) na produção de produtos jornalísticos.” SCHWINGEL, Carla.
Flash jornalismo ?Conteúdos jornalísticos em linguagem flash, eliminado a página
Utilizado para disponibilizar especiais. Exemplo: Jornal do Commercio On Line, de Recife.
http://jc.uol.com.br/especiais.php

Vantagens e desvantagens do impresso:

 Interpretativo, analítico e investigador
 Tende a abandonar o informativo, limitando-se ao comentário do fato
 A maioria dos jornais precisa ser adquirido
 É desconfortável: o leitor tem que localizar a mensagem e ter tempo de lê-la
 Pode ser guardado, notícia recuperada.
 Classe mais abastada.
 Podem aumentar o número de páginas

Vantagens e desvantagens do rádio

 Agilidade
 Atualidade
 Proximidade
 Atinge camadas amplas (custo do produto)
 Não atrapalha outras atividades
 Pode obter aprofundamento, através de debates e especiais
 Custo para reportagem é menor
 Exige esforço na audiência (atenção)
 Não é auxiliado pela imagem, baseado apenas no som



Vantagens e desvantagens da TV

 Impacto visual e sonora: coloca a cena explícita
 Atualidade
 É cômoda: não exige esforço do telespectador
 Atinge camadas mais amplas
 Pode ser vista sem atrapalhar outra atividade, em compensação, não tem como voltar atrás, ver de novo.
 É superficial: o custo não permite aprofundamento
 Não desce à intimidade nem permite recuperação do fato
 Não tem como aprofundar-se nas notícias, sendo um boletim jornalístico, que aguça a curiosidade
 Reportagens mais longas da TV são caras


Vantagens e desvantagens da internet

 Agilidade – tempo real
 Utilização de diferentes linguagens (visual, texto, som)
 Facilidade de busca, informação guardada
 Espaço ilimitado
 Público jovem
 Focado no interesse do leitor
 Falta de credibilidade
 Notícias mal apuradas
 Custo alto – atinge camada pequena da população


Desafios do Jornalismo

 Papel na sociedade
 Atuação ética
 Formação
 Mídias eletrônicas
 Pluralismo x concentração
 Valorização profissional


Bibliografia
 ORTRIWANO,Gisele S. A Informação no Rádio: Os grupos de poder e a determinação dos conteúdos. São Paulo: Summus, 1985.
 PARADA, Marcelo. Rádio: 24 horas de Jornalismo. São Paulo: Panda, 2000.
 PORCHAT, Maria Elisa. Manual de Radiojornalismo Jovem Pan. SP: Ática, 1993.
 PRADO, Emilio. Estrutura da Informação Radiofônica. São Paulo: Summus, 1998.
 CURADO, Olga. A notícia na TV. 2003.
 PATERNOSTRO, Vera Íris. O Texto na TV. Rio: Campus, 1999.
 CASTELLS, M. A galáxia da internet. RJ: Jorge Zahar Ed., 2003.
 PINHO, J.B. Jornalismo na internet. SP: Summus, 2003.
 SCHWINGEL , Carla. Jornalismo Digital de Quarta Geração: a emergência de sistemas automatizados para ... In: Anais do II SBPJOR. Disponível em www.ufrgs.br/gtjornalismocompos/doc2005/carlaschwingel2005.doc



Cláudia Herte de Moraes | comentários(1 )



05/08/2007 15:08
Questões FILME

INTRODUÇÃO AO JORNALISMO – PROFA. CLÁUDIA
Questões sobre o filme – entrega dia 06/08 (trabalho vale 2,0 pontos)
Não vou aceitar atrasos!


A partir da apostila CAPTAÇÃO E APURAÇÃO, e do filme Todos os homens do presidente (a ser assistido no dia 30/7 – prédio CAFW), responder as seguintes questões:
1) No filme Todos os homens do presidente, os repórteres do jornal The Washington Post realizam investigações para checar dados e fechar um quebra-cabeças de complexas relações. Explique os seguintes procedimentos de apuração jornalística retratadas no filme, destacando seu funcionamento e importância:
Checagem de dados:
Observação pessoal:
Fonte anônima:

2) O filme Todos os homens do presidente traz inúmeras cenas “de reação”. Explique as seguintes relações expostas no filme e que traduzem a rotina de trabalho do jornalista e as funções jornalísticas:
Reunião de pauta/ Primeira página:
Importância do lide:
Editores x repórteres:
Diretor de redação x editores:

3) Os jornalistas retratados no filme Todos os homens do presidente trazem algumas características da apuração jornalística. Explique o comportamento dos repórteres nas seguintes situações:
Investigação através de pessoas (fontes):
Entrevistas (por telefone e pessoalmente):
Trabalho em equipe:
Dedução/Raciocínio lógico:

4) De que forma os jornalistas retratados no filme Todos os homens do presidente realizam reportagens em relação:
• Fontes
• Dados
• Entrevistas

5) Descreva uma cena em que a preocupação dos jornalistas é com a informação, no que tange a preocupação com a correção, exatidão e precisão no jornalismo. Justifique a cena a partir da importância desta atitude para o jornalismo.



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05/08/2007 15:07
Captação e apuração

Disciplina: Introdução ao Jornalismo
CAPTAÇÃO E APURAÇÃO

Curso de Jornalismo - CESNORS

Professora: Cláudia Herte de Moraes


Captação
Os fatos são captados pelos jornalistas, repórteres, correspondentes ou agências de notícias.
As notícias também podem vir de denúncias, sugestões de leitores (carta, telefone, e-mail), por assessorias, pauta, dicas e pistas.
O “informante” pode ser anônimo, ou conhecido.
Nos Estados Unidos há os chamados news-hawk (falcão-de-notícia), que corre atrás dos fatos que possam geram notícias.
Principais formas de CAPTAÇÃO:
Documentação e pesquisa - o repórter começa a tomar conhecimento do universo da matéria e recolhe subsídios para o texto. A pesquisa é feita em documentos, textos já publicados, arquivos de periódicos. Com a internet, é possível também alcançar dados, mas é necessário ter cuidado em seu uso (sites oficiais já são considerados fontes seguras). Se o jornal tem assinatura de agências noticiosas é possível contar com dados do serviço.
Observação
Observação – anotações do local da reportagem, como cheiros ou sons, podem ser usados depois para ambientar o acontecimento e em alguns casos podem ser fundamentais para o entendimento do assunto.
Entrevistas
As fontes devem ser abordadas de forma a ficarem à vontade para uma conversa. Deve-se tratar de forma cordial tanto o governador, quanto a lavadeira, quanto o preso e o policial. Mesmo que a fonte seja alvo de investigação ou condenado, sua dignidade deve ser preservada. A pessoal rende melhor, mas é possível enviar questões por e-mail, por exemplo.
Estatísticas
Estatísticas – é possível enriquecer a matéria utilizando dados para comparação com algo mais comum ao leitor (o volume do rio Amazonas enche quantos Maracanã?) e apresentar médias entre números relacionados pela fonte.
Agências

Empresas especializadas em elaborar e distribuir, regularmente e de forma ininterrupta, notícias, fotos.
Atuam em âmbito local, regional, nacional e internacional.
Transmitem, para assinantes, noticiário geral ou especializado.


Funcionam em rede
Funcionam com representantes nos principais países e uma rede de correspondentes e informantes.
Primeira – Associated Press (AP) nos EUA, em 1848 (esquema cooperativo). É uma das 5 maiores na atualidade.

Editorias
Organização semelhante ao jornal (editoriais, tempo, fontes).
Cresce o número de agencias especializadas, impulsionadas pelas novas tecnologias.
Antes das agências, jornalismo tinha um ritmo lento. Os fatos eram publicados com semanas de atraso nos Estados Unidos, a partir de relatos de jornais europeus.

Pombos modernos
No Brasil, a defasagem chegava a meses. Com as agências, a questão da atualidade foi realmente colocada em prática.
As transmissões começam com telégrafo ótico (que só funcionava em dias sem chuva e céu claro) e pombos-correio. Em 1962, a agência Reuters passa a utilizar satélite de comunicação.

Reuters
Reuters (Londres, 1851), é a maior agência de notícias paraTV, empregando cerca de 2 500 profissionais em 184 escritórios de 163 países. (dados de 2000).
Além de notícias em formato de texto, gráficos, vídeos e fotos para empresas de mídia e sites, incluem serviços especializados em economia, base de dados para pesquisa e imagem.

Alcance
No site www.reuters.com.br tem um canal de notícias financeiras, comercialização de produtos que são entregues eletronicamente com som e imagem.
United Press International (UPI/EUA, 1958); France Press (FP/1944).
Crítica – americanização ou europeização das informações mundiais
Implicações políticas
Guerra – Carlos Dorneles, no livro Deus é inocente: a imprensa, não, mostra como os jornais e agências americanos influenciaram a cobertura no Brasil e também na Europa. Primeiro, criticando a idéia de invasão do Iraque. Depois, curiosamente, publicando artigos pouco objetivos que colocavam a guerra como inevitável e como uma tarefa salvacionista (exatamente como queria Bush!).

Implicações produtivas
Para Cremilda Medina, no contexto industrial da produção da notícia, a captação se polariza em grandes agências internacionais e recursos próprios de reportagem.
Em estudos realizados nas décadas de 70 e 80, ficou comprovado que a quantidade de pautas provenientes das agências internacionais era superior à capacidade das equipes de reportagem nos grandes jornais do centro do Brasil. Por isso as agências estão ligadas diretamente ao processo da indústria cultural, com supremacia das agências americanas.
A notícia nível massa tem um seleção rápida e os despachos das agências são colados e adaptados. Dependendo do espaço, e da importância do tema, é complementada e ampliada criticamente. Além disso, o espaço para reportagem local e de correspondentes fica em segundo plano, com espaços secundários e menos valorizados.
Algumas agências brasileiras
Agência Brasileira de Notícias (1ª do Brasil): desde 1924 (www.abn.com.br)
Agência Jornal do Brasil (http://www.agenciajb.com.br)
Agência Estado (http://www.agestado.com.br)
Agência Folha (http://www.folha.uol.com.br/)
Agência de Notícias dos Direitos da Infância: (http://www.andi.org.br/)
Agência FAPESP: http://www.agencia.fapesp.br/
ENTREVISTA, FONTES, NOTÍCIA E REPORTAGEM
Entrevista
ERBOLATO:
Para comprovar fatos presenciados pelo próprio jornalista
Para reconstituir idéias e fatos sobre acontecimentos não presenciados
Objetivo – ter informações para produzir notícias.
Interpretação – repórter deve traduzir (cuidado com termos técnicos e assuntos especializados)

JUAREZ BAHIA:
Requisitos da entrevista: autenticidade, interesse, identificação convincente do entrevistado. A entrevista adquiriu expressão própria, particular, especializada. É conhecida como reportagem provocada.
Classificação das entrevistas (Erbolato. 156-174):
Como geradoras da matéria jornalística:
De rotina: fornecem ao repórter elementos sobre fatos do dia-a-dia (não nomeia entrevistados).
Caracterizadas: apresentam diálogos ou reproduções textuais de personagens caracterizados.
Entrevista quanto aos entrevistados:
Individual: existe um entrevistador e um entrevistado
De grupo: quando várias pessoas falam a um ou vários jornalistas. Ex. atletas ou sobreviventes. Dividem-se em:
- enquetes: entrevista sobre o mesmo assunto com várias pessoas.
- de pesquisa: se destina a colher informações para matéria interpretativa. Investiga assunto para esclarecer ao público, através de opinião de especialistas
Entrevista quanto aos entrevistadores:
Entrevista pessoal ou exclusiva: quando a pessoa ouvida fala a um só jornal.
Coletiva: entrevistado(s) fala(m) a diversos jornais, na mesma ocasião.
Dividem-se em: Conferências de imprensa e pool.
- conferências de imprensa: os entrevistados se comunicam com repórteres, devidamente credenciados. Perguntas identificadas e por escrito entregues com antecedência. Entrevistado pode eliminar aquelas que julgar impertinentes.
- pool: perguntas antecipadas e também adicionais, feitas na hora pelos repórteres.
Entrevistas quanto ao conteúdo:
Informativas: Visa obter elementos para a matéria. Relato de um fato. Nome do entrevistado pode aparecer ou não na notícia.
Opinativas: obtidas de pessoas que têm autoridade para falar de determinado assunto.
Ilustrativas e entrevistas de personalidades: procura mostrar hábitos de pessoa e suas ambições. Ouve personagem e pessoas próximas. Só é de interesse quando fala de alguém que se destacou por algum motivo.
Dificuldades na entrevista:
o interesse e/ou envolvimento do entrevistado com o fato.
informações evasivas do entrevistado, ou mal captadas pelo repórter.
Preparativos para entrevista:
obter máximo de informações sobre entrevistado e assunto a ser abordado.
saber linha editorial solicitada pelo jornal para entrevista.
solicitar sugestões e preparar roteiro de perguntas.
Na entrevista:
Sabendo o que deseja, obter o máximo de informações.
Não fazer improvisos.
Conquistar confiança do entrevistado, fazendo-o sentir-se importante e útil ao dar informações.
Além do questionário prévio, é preciso conhecer o assunto e saber improvisar novas questões.
Ajudar o entrevistado a emitir suas opiniões, sendo atento, não cortando respostas e conduzindo a conversa.
Na entrevista:
Se o entrevistado fugir do assunto, recoloque-o no roteiro, na pergunta seguinte.
Demonstrar interesse real em tudo o que for dito. Se o entrevistado perceber desinteresse, abreviará suas respostas.
Não emita sua opinião, ao menos que seja solicitada, e ainda assim com modéstia e humildade.
Faça perguntas no mesmo nível de quem responde.

Esgote cada assunto antes de passar para o próximo. Peça esclarecimentos sempre que for necessário.
Saber, ao final da entrevista, onde pode encontrar o entrevistado nas próximas horas para o caso de dúvidas. Bem como fornecer seu contato para quaisquer acréscimos do entrevistado.
Fontes
Fonte é qualquer pessoa que presta informações ao repórter (Erbolato). Há notícias que são notórias, não necessitam de fontes.
“Fonte é qualquer coisa ou pessoa que possa fornecer ao repórter os dados necessários à elaboração de sua matéria” (Medina, 1988, p.87)
As fontes estabelecem versões de um fato. O resultado de uma conversa com a fonte depende essencialmente do que ela imagina sobre você e suas intenções. (Pena)
Fonte anônima
O jornalista pode não informar suas fontes, para protegê-las, mas após inúmeros casos escandalosos, isso não é unanimidade.
O jornal The Washington Post estabeleceu novas regras, após o escândalo do The New York Times, em 2003, que descobriu que um dos seus repórteres (Jayson Blair) fraudava suas matérias com fontes inventadas.
Regras
Todas as declarações devem ser transcritas exatamente como foram colhidas pelos repórteres;
Se o repórter quiser utilizar uma fonte confidencial, sua identidade deverá ser revelada a pelo menos um editor;
Entrevistas em off, sem que a fonte se identifique de forma alguma, não serão mais publicadas. É recomendável ao repórter que não se envolva mais nesse tipo de conversa;
Informações sem atribuição de fonte, mas com algum tipo de identificação, podem ser utilizadas desde que respeitada a regra 2. Exemplo: “Um funcionário da Casa Branca disse...”
BIBLIOGRAFIA
ERBOLATO, M. Técnicas de Codificação em Jornalismo. 5. ed. SP: Ed. Atica, 2003.
MEDINA, C. Notícia: um produto à venda: jornalismo na sociedade urbana e industrial. 5. d. SP: Summus, 1988.
MORAES, C.H. Correio do Povo: estratégias de uma credibilidade. Dissertação de mestrado. São Leopoldo: Unisinos, 2001.
PENA, F. Teoria do Jornalismo. SP: Contexto: 2005.
PINHO, J.B. Jornalismo de internet.
Três tipos de fontes
As fontes oficiais são sempre mais tendenciosas.
FONTE OFICIAL: governo, institutos, empresas, associações e demais organizações.
FONTE OFICIOSA: pessoa não autorizada que fala no lugar das fontes oficiais.
FONTE INDEPENDENTE: não tem nenhum vínculo direto com o assunto ou questão.

FONTE – TESTEMUNHAL
A testemunha traz apenas a perspectiva de um fato, jamais sua exata e fiel representação. Também é uma FONTE PRIMÁRIA, pois está ligada diretamente à informação.
FONTE SECUNDÁRIA
Utilizada para contextualizar a reportagem (analistas, cientistas...)
Muitas vezes a imprensa usa o famigerado “Fulano de tal, considerado o melhor do mundo na atividade...” É melhor desconsiderar este termo.
Erbolato
Classifica em dois grandes grupos
Fixas: visita e contato diário
Fora de rotina: especialistas ou pessoas ligadas a fatos específicos

FONTE OCULTA – ou não declarada são as pessoas bem informadas ligadas a escalões que informam ou opinam sobre questões delicadas.
PORTA-VOZ: é quem fala em nome de uma autoridade – Fonte autorizada (delegada)
DIRETAS: pessoas envolvidas ; comunicados e notas oficiais
INDIRETAS: sabem sobre um fato circunstancialmente por dever profissional e documentos sobre o tema

ADICIONAIS: Informações suplementares e ampliam dimensões históricas (OCTÁVIO BONFIM), incluindo livros, enciclopédias, atlas e relatórios.
OSTENSIVAS (o leitor sabe quem forneceu as informações) e INDETERMINADAS (segundo alguns setores...)
Setores ou círculos são usados para diluir a responsabilidade de quem deu a informação ao jornalista.

DUARTE E FONSECA JUNIOR
Fontes podem ser definidas como atores sociais que os jornalistas observam, investigam e entrevistam visando obter informação e notícia.
As fontes são geralmente representantes de interesses organizados ou membros de setores importantes da sociedade ou do país. Muitas falam por necessidade de dar uma satisfação à sociedade.
As fontes podem ser pessoas desconhecidas pelo grande público (consumidor, secretários, ascensoristas, motoristas, funcionários de terceiro escalão), são fontes de oportunidade, descobertas pelo jornalista.
Há fontes que tem exibição rotineira e induzida pelos assessores de imprensa.
BIBLIOGRAFIA
DUARTE, J. & FONSECA JR, W.C. Relacionamento fonte/jornalista. In DUARTE, Jorge (org.). Assessoria de Imprensa e relacionamento com a mídia. 2. ed. SP: Atlas, 2003. Pp. 326-339
ERBOLATO, M. Técnicas de Codificação em Jornalismo. 5. ed. SP: Ed. Atica, 2003.
LAGE, N. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. RJ: Record, 2001.
MEDINA, C. Notícia: um produto à venda: jornalismo na sociedade urbana e industrial. 5. d. SP: Summus, 1988.
PENA, F. Teoria do Jornalismo. SP: Contexto: 2005.

Cláudia Herte de Moraes | comentários(0 )



17/07/2007 10:07
Apontamentos aula 16/07
Produção e funções jornalísticas
Curso de Jornalismo - CESNORS
Professora: Cláudia Herte de Moraes
Várias formas
•O trabalho jornalístico tem o objetivo de captar e tratar a informação.
•O tratamento dependerá do veículo, seja pela linguagem escrita, oral, visual ou gráfica.
•A divisão mais comum deste trabalho é: pauta, apuração, redação e edição.
Pauta
•A pauta define quais os assuntos serão tratados na edição (número) do produto em
questão.
•É um roteiro que permite ao repórter perceber a importância do tema e a forma de
abordagem da notícia, contendo dados, fontes e questões.
Apuração
•Processo de suma importância, quando o jornalista faz a checagem dos dados, faz as
entrevistas (com as fontes), pesquisa e analisa o tema de forma a cumprir com o objetivo de
uma informação precisa e correta.
Redação
•Nesta etapa, os jornalistas dão ao material bruto (a informação), um tratamento específico,
de acordo com a linguagem jornalística, transformando o “acontecimento” num texto, que
pode ser para rádio, tv, jornal, revista, internet...
Edição
•A edição finaliza o trabalho jornalístico, escolhendo manchetes, títulos, fotos, definindo
espaços, hierarquia e organização às matérias.
•Editar é cortar textos, reescrever, titular no impresso; montar as sonoras e offs no rádio;
montar imagens, sonoras, offs, passagem etc na tv..
Editor
Cabe ao editor – aprovar (ou não), reescrever, refazer, mandar refazer, cortar textos,
ampliar, mandar ampliar
Ainda – titular, legendar e classificar na sua editoria a importância de determinada matéria
Geral ou Chefe – coordena as capas, a partir do contato com os editores de editorias
Chefe de reportagem
•Cabe ao chefe de reportagem (ou coordenador de produção) justamente coordenar todo o
trabalho dos repórteres, incluindo os fotógrafos. Em alguns jornais, ele faz também a
seleção das pautas
Pauteiro
Uma das principais funções no jornalismo, o pauteiro organiza, no planejamento de
matérias a serem desenvolvidas no dia, toda a redação. Atualmente, função exercida por
editores e sub-editores.
Deve ser pessoa bem informada, aberta ao diálogo, que leia muito (inclusive a
concorrência) e “ligada” nos acontecimentos de todo tipo.
Repórter
Sem ele o espírito do jornalismo não existe. O verdadeiro repórter apura todas as
informações da pauta recebida, checa dados, faz entrevistas, busca novidades.
Não descansa antes de ter um bom material para escrever. Deve ser, antes de tudo, ético.
Estabelecer uma relação de confiança com a fonte e com o público.
Repórter fotográfico
Responsável pelo material fotográfico do jornal.
Além de fotos tecnicamente perfeitas, é necessário também o lado repórter deste fotógrafo,
para que as fotos realmente informem a respeito dos fatos noticiados.
Deve fotografar e identificar suas fotos, auxiliando o trabalho de arquivo do jornal.
Redator
Na redação contemporânea não há espaço para redator ou revisor. O próprio repórter, ou os
editores assistentes (subeditores) ou editores, é quem realiza o trabalho de revisão de regras
ortográficas, gramaticais e jornalísticas.
O compromisso do repórter aumenta ainda mais, pois seu texto é sempre considerado um
“texto final”.
Planejador gráfico/diagramador
O primeiro faz a concepção do projeto gráfico a ser utilizado (fontes, tamanho de textos e
de fotos, disposição de fotos e ilustrações, uso de infográficos, fios, selos etc).
O segundo dá movimento ao projeto no dia-a-dia. Em pequenos jornais, as duas funções
são sinônimas.
Editor de arte:
Cabe ao editor de arte manter o projeto gráfico (normalmente feito pelo próprio editor),
buscar a unidade gráfica do jornal, cuidar da apresentação e uso de infográficos, fotografias
e ilustrações. Juntamente com o editor de opinião, pode avaliar as charges do dia e participa
do fechamento das capas.
Opinião
•Editor e opinião: responsável pela área de textos opinativos no jornal (editorial, seleção de
artigos).
•Chargista: normalmente a charge está atrelada à opinião da empresa.
•Colunista/articulista: colaborador diário ou eventual, que escreve sobre diversos assuntos,
normalmente pautados pelo editor de opinião.
QUADRO DE FUNÇÕES
•Disponível no xerox e link no blog.

Cláudia Herte de Moraes | comentários(0 )



13/06/2007 20:59
Linguagem jornalística - lide (11.06)
A mensagem no Jornalismo por ser formulada:
Notícia
Reportagem
Entrevista
Editorial
Seções especializadas
Cartas à redação

Linguagem jornalística
Características gerais: a linguagem jornalística se difere de outras linguagens
Periodicidade: de acordo com o veículo
Limites de espaço: editoriais e páginas pré-determinadas
Limites de tempo: dead-line

Um bom texto deve...
Buscar a comunicação
A principal idéia do texto jornalístico é encontrar o equilíbrio e esclarecer ao leitor o que aconteceu.
Não é preciso utilizar, para isso, palavras difíceis. Pelo contrário, deve buscar palavras de fácil entendimento para o leitor considerado médio. Deve explicar termos técnicos.
Linguagem jornalística
Exatidão
Escrever com exatidão principalmente os dados da matéria, como datas, números em geral, nomes de pessoas, lugares...
Correção
Está ligada diretamente à credibilidade
Tratar corretamente a questão.
Clareza
Um texto claro tem fluência, facilita a vida do leitor e ao final de sua leitura não deixa dúvidas.
Frases
Usar preferencialmente as frases em ordem direta.
Elas ajudam o entendimento do leitor.
sujeito + verbo + complemento

Ex.: Alfredo Schneider é um dos candidatos à eleição para prefeito neste ano.

USO DE VERBOS (dicendi – de declaração)
DISCURSO DIRETO/INDIRETO
TRATAMENTOS PESSOAIS?? – Dona, doutor..
VOCABULÁRIO
RESTRIÇÃO A PALAVRAS ESTRANGEIRAS
ADJETIVOS
APRESENTAÇÃO/PRIMEIRO PARÁGRAFO
APRESENTAÇÃO DAS MATÉRIAS:

Há três sistemas de redação jornalística, quando à técnica de apresentação:
pirâmide invertida
forma literária (pirâmide normal)
sistema misto

Pirâmide invertida
entradas ou fatos culminantes
fatos importantes ligados à entrada
pormenores interessantes
detalhes dispensáveis

Forma literária
(ou pirâmide normal)
detalhes na introdução
fatos de crescente importância (suspense)
fatos culminantes
desenlace

Sistema misto
fatos culminantes
narração em ordem cronológica

Conceito Lide
Lide (lead) : primeiro parágrafo do texto jornalístico, contendo as respostas às seis perguntas consideradas básicas: o que, quem, quando, onde, como e por que?
Parte da idéia da pirâmide invertida, ou seja, os fatos seriam relatados em ordem decrescente de importância

pirâmide invertida
lide
sublide
desenvolvimento
fechamento

A origem do lide
História e evolução do jornalismo: dos jornais doutrinários aos “relatos da realidade” .
O jornalismo como negócio: serviço de informação posto à venda (separação opinião/ reportagem).
Produção para mercado: processos industriais, democratização, agências noticiosas

Funcionamento do lide
Objetivo: dar ao leitor as principais informações no primeiro parágrafo da notícia. Prender a leitura
Justificativa: a fórmula permite uma interrupção da leitura sem prejuízo do principal
Vantagem: facilidade no processo de edição e diagramação
Implicações do modelo
Reforço do mito da objetividade. Slogan anglo-saxão “é livre o comentário, mas os fatos são sagrados”
Padronização (rapidez, distanciamento)
Proteção aos jornalistas e empresas
Divisão do espaço, configurando a sustentação do negócio via publicidade

Identificar o lide
Anote as seis perguntas do lide:
O quê ?
Quem ?
Quando ?
Onde ?
Como ?
Por que ?
PROCURE NA NOTÍCIA ESTES ELEMENTOS

Exercício para entrega dia 18/6
Utilize as informações a seguir para redigir uma notícia. Selecione o fato mais importante e use a técnica do lide no seu texto.
Obs: São informações fictícias sobre um fato fictício. A matéria fará parte do noticiário de amanhã.
Atenção: você deve reformular frases de acordo com as características do texto jornalístico, buscando a maior clareza possível, bem como ordenar as informações. Se necessário, descarte palavras supérfluas também.

Informações:
Gustavo disse que escutou um estalo, antes de ver as pessoas correndo e os gritos.
Deve haver mais mortos e feridos.
Circulam pelo local cerca de 2 mil pessoas diariamente. Quem disse isso foi o comandante do Corpo de Bombeiros, Raimundo Costa. Atuaram oito homens da corporação.
Acaba de desmoronar o Rico’s Shopping, que fica no Bairro do Cacau, em Frederico Westphalen.
Tem-se conhecimento de 15 mortes até agora registradas, momento do encerramento da edição do jornal.
O balconista de uma das lojas, Gustavo de Figueira, disse que tudo ocorreu perto das 11h. A loja, entretanto, em que ele trabalha, no Shopping, não sofreu danos e ninguém saiu ferido.
O desmoronamento foi no terceiro pavimento, na parte dos fundos, que dá para a rua Hollywood.
Os técnicos da prefeitura estiveram no local. Eles não sabem dizer por que houve o desmoronamento.


Cláudia Herte de Moraes | comentários(1 )



30/05/2007 20:15
O lead (ou lide) e sua origem
Fragmento do texto: Por A mais B, a técnica da notícia, de Nilson Lage
Publicado em: http://www.estudosdejornalismo.ufsc.br/resenhas1.htm
PDF do texto completo na página do Cesnors.

Desde sempre, no contato entre pessoas, o evento singular relevante precede antecedentes, circunstâncias e detalhes. Se uma pessoa vê (ou vê, ou sente, ou cheira) algo importante ou inusitado (digamos, uma conversa telefônica do ministro da economia com Fernandinho Beira Mar), informará o acontecimento a um interlocutor contando exatamente isso: “Eu ouvi uma conversa pelo telefone do Ministro Pangloss com Fernandinho Beira Mar”. É improvável, inadequado, espantoso, atrairá para o falante a pecha eterna de ser chato, um relato assim: “Eu estava ao telefone falando com a Mariazinha sobre o bolo que a gente pretende fazer para o aniversário do João – aquele todo confeitado com açúcar colorido –, quando uma linha cruzada atrapalhou a conversa. Mas era um papo tão interessante que ficamos calados, só ouvindo o que diziam. Falavam sobre grandes quantias, viagens, assassinatos, uma porção de coisas. Você não imagina qual a nossa surpresa quando percebemos quem eram os interlocutores. Tratava-se, ora veja, do Ministro Pangloss e daquele traficante que está preso não sem bem onde, qual é o nome? Ah, sim, o Fernandinho Beira Mar...”
Pois bem. Se pegarmos a frase “eu ouvi uma conversa...” . suprimirmos o contexto (o “eu”), acrescentarmos as marcas necessárias de tempo, espaço e modo, teremos, no formato normal da mensagem, transposta para um veículo público, algo como “Uma conversa entre o Ministro Pangloss e Fernandinho Beira Mar foi interceptada ontem ao meio-dia numa linha cruzada em Goiânia, Goiás” – que é, afinal, um lead. Trata-se de uma forma que não decorre nem do épico, da lírica ou da dialética, mas de algo bem mais primário: o aviso de perigo diante da fera, o balbucio do soldado que correu de Maratona a Atenas, o grito “terra à vista” do vigia no alto do grande mastro da frota cabralina, em frente à costa baiana.


Cláudia Herte de Moraes | comentários(0 )



28/05/2007 11:19
Falando sobre o "Jornalismo Gonzo"....
Surgida a questão na aula, o assunto é atual, veja a notícia publicada hoje:

Televisão
28 de maio de 2007 - 10:27

Gonzo promete fazer jornalismo de um jeito divertido
Mily Lacombe, Nina Lemos e Clarah Averbuck falam sobre comportamento

Bruna Fioreti

SÃO PAULO - Cotado entre os cinco melhores projetos para TV a serem exibidos no 8.º Fórum Brasil - Mercado Internacional de Televisão, a série Gonzo, da Maria Bonita Filmes, vem com a promessa de fazer jornalismo de um jeito mais divertido, em primeira pessoa.

Na série, as jornalistas e amigas Mily Lacombe, Nina Lemos e Clarah Averbuck falam sobre temas de comportamento, numa mistura de humor escrachado e britânico. "Fizemos o programa sem referência externa, só pela nossa loucura, e as pessoas se identificam", diz Milly.

Ela classifica Gonzo como o avesso do reality show. "São expostas situações reais e até ridículas, porque a vida é assim, todo mundo paga mico", fala. "E a gente acredita no jornalismo feito com o repórter junto ao fato".

Por enquanto, a proposta não foi comprada por nenhum canal, será apenas apresentada. Gonzo disputa a categoria série de TV com Os Buchas - A Série, Festival do Minuto na TV, República e Fui.

O Fórum ocorre de terça-feira, 29, a quinta, em São Paulo. Disputam ainda documentários e animações. As melhores apresentações em cada categoria recebem o prêmio do Fórum Brasil 2007.

Do Estadão.

Cláudia Herte de Moraes | comentários(0 )



26/05/2007 23:14
Últimas sobre a RCTV
Quem se interessa por comunicação deve saber que amanhã à meia-noite, numa decisão inédita, o governo da Venezuela tira a mais antiga e popular televisão da Venezuela da jogada. Informem-se e formem sua própria opinião. Afinal, a concessão pública pode ser retirada de uma empresa de comunicação? Um site interessante, a revista Sete Pontos traz textos sobre o tema.
Cláudia Herte de Moraes | comentários(0 )



26/05/2007 23:03
Leiam também!
Com o foco sempre na reportagem

Do Seminário sobre Jornalismo Investigativo, as idéias do grande jornalista Caco Barcellos.
Clique aqui e leia matéria do site da Faculdade Cásper Líbero.
Abs
Cláudia Herte de Moraes | comentários(0 )



23/05/2007 20:30
Leia mais!
Sobre o debate sobre a TV Pública e a polêmica classificação indicativa, há textos no site Terra Magazina - Mídia. Acesse.

http://terramagazine.terra.com.br/midia/index.html

Cláudia Herte de Moraes | comentários(0 )

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